Desemprego caiu para 9,1% em julho, mas aumenta o número de informais

Desemprego caiu para 9,1% em julho, mas aumenta o número de informais

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Nesta quarta-feira, 31 de agosto, foi divulgada a taxa de desemprego no trimestre, recuando para 9,1% em julho. No entanto, o número de trabalhadores informais bate o recorde, a falta de trabalho atinge ainda cerca de 9,9 milhões de brasileiros. Contudo, este é o menor índice desde dezembro de 2015, quando chegou a 9,1%.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego recuou para 9,1% no segundo trimestre encerrado em julho. Sendo assim, este é o menor índice registrado no trimestre de dezembro de 2015, que ficou em 9,1%. Estes dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).

Apesar disso, a falta de trabalho ainda atinge muitos brasileiros, são cerca de 9,9 milhões de desempregados no Brasil. Este também é o menor índice registrado desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016. Contudo, em relação ao trimestre anterior ocorreu um recuo visto que o primeiro deste ano ficou em 9,3% a taxa de desemprego. Atingindo cerca de 10,1 milhões de trabalhadores.

Trabalhadores informais

Com a falta de trabalho muitas pessoas recorrem à informalidade, e neste período foram registrados cerca de 39,8%. Entenda que neste grupo estão os trabalhadores que trabalham sem registro, empregadores por conta própria sem CNPJ. Grande parte destes trabalhadores seguem prestando serviços em atividades ligadas ao comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas.

Apenas neste grupo estão 692 mil pessoas, o segundo grupo está ligado a atividades na Administração Pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais são cerca de 648 mil pessoas. No grupo que representa o setor de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura não houve crescimento.

Contudo, o rendimento médio dos trabalhadores também teve um crescimento real pela primeira vez desde o início da pandemia. Neste trimestre chegou a R$ 2.693, um crescimento significativo desde julho de 2020. Em primeiro lugar, este crescimento deve-se principalmente por pelo aumento do rendimento dos empregadores, militares e funcionários públicos estatutários.

Portanto, o contingente de pessoas que estão ocupadas é de 98,7 milhões, enquanto, a população subutilizada caiu para 24,3 milhões. Trabalhadores que estão fora da força de trabalho caíram para 64,7 milhões. Enquanto isso, cerca de 4,2 milhões de pessoas estão desalentadas, ou seja, são trabalhadores que desistiram de procurar trabalho.

dados sobre desemprego

Atualmente, neste segundo trimestre existem cerca de 13,1 milhões de pessoas que estão trabalhando sem carteira assinada. No caso dos trabalhadores que estão com a carteira assinada são 35,8 milhões. Deste modo, pessoas que trabalham por conta própria com CNPJ atingiram o número de 25,9 milhões. Por fim, os trabalhadores domésticos ficaram neste trimestre com 5,8 milhões.

Os dados são preocupantes principalmente em relação ao trabalho informal, visto que muitas vezes estas pessoas trabalham de forma precária. Sem nenhuma condição de trabalho e nenhum tipo de segurança tanto física quanto social.

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